Nilo (São Paulo - SP)

Inauguração solene : 14/12/1955 (20 horas)
O cinema foi inaugurado com uma festa que contou com a presença de amigos do proprietário, Sr. Jorge Lutfi.
Após a inauguração oficial e benção do novo cinema, houve uma sessão especial, com exibição de curtas-metragens selecionados.
Logo após, realizou-se um coquetel.
Inauguração pública : 15/12/1955
Programa inaugural :
"Mogambo" (USA, 1953), com Clark Gable, Ava Gardner e Grace Kelly,
"Brincando com Fogo" (USA, 1954), com Spike Jones.

Proprietário : Jorge Lutfi - Empresa Cine Nilo Ltda.
Endereço : Av. Jabaquara, 123 - Mirandópolis - Saúde
Som e projeção : Philips
Capacidade : 1220 lugares
Em 26/10/1972, houve uma reinauguração do cinema.
Em funcionamento ? : Não. Hoje, igreja evangélica e buffet.

Agradeço a colaboração de Beto Lutfi.


















2016




Instituto Moreira Salles - IMS (São Paulo - SP)

Inauguração pública : 20/09/2017
Endereço : Av. Paulista, 2424 - Bela Vista
Telefone : (11) 2842.9120
imspaulista@ims.com.br
ims.com.br

Horário de funcionamento :
De terças a domingos (exceto quintas), das 10h às 20hs.
Às quintas, das 10h às 22hs.
Funciona em feriados, exceto quando caem às segundas.

"Em 2017, estamos em uma encruzilhada - tem muita atenção sendo roubada do ato de ir ao cinema, internet e a Netflix", analisa o cineasta Kleber Mendonça Filho, coordenador de cinema do IMS.
A frase reforça a importância de transformar a nova sala da cidade num lugar de encontro e debate. Com capacidade para 151 pessoas, o cineteatro projetará filmes digitais e, também, em película.
A programação promete ser variada, com mostras temáticas, exibição de clássicos e, também, lançamentos que possam ter ficado fora do circuito comercial. - Redação Divirta-se - 14/09/2017

Fotos da sala de cinema : Nathalia Elisa Machado Soriano












O cinema na sala
Por Kleber Mendonça Filho - Coordenador de cinema do IMS
Este é um momento e tanto para acompanhar a abertura de uma nova sala de cinema. Em 2017, o mercado está nervoso, num crescendo. Depois do medo da TV e do home video em décadas passadas, surgem novas dúvidas sobre os hábitos do público com a internet, que agora tem no Netflix uma sombra na tela grande. Ainda assim, salas de cinema continuam sendo inauguradas.
Os americanos reclamam do pior verão em 20 anos nas bilheterias. Ações na bolsa de empresas exibidoras caíram muito nos últimos meses, e há rumores de que estúdios irão partir para o chamado Premium Video on Demand, ou Premium VOD, ideia que vem sendo estudada já há anos. A ideia é oferecer lançamentos simultâneos em casa, 17 ou 30 dias depois dos cinemas, com “preços premium”.
Isso diminui (ou extingue) a exclusividade das salas nos lançamentos. Hoje, leva em média três meses para que filmes sejam vistos fora dos cinemas. O mercado sempre a postos para “matar ou morrer” parece também pronto para correr atrás do próprio rabo e comê-lo. O mercado. Enquanto isso, Game of Thrones e Twin Peaks The Return têm tido o tipo de atenção na mídia cultural que muitos filmes de cinema não têm.
Ano passado, visitei o Metrograph, novo espaço em Nova York, com salas de rua que misturam filmes com um restaurante, modelo de negócio nos EUA e Europa. A ida ao cinema com comida no mesmo espaço. A combinação pode soar deslocada no Brasil, onde o cinema migrou da rua quase exclusivamente para o shopping, e onde a praça de alimentação já é uma instituição nacional ha décadas.

Na mudança da rua para o shopping, a ideia de “cinema popular” parece ter ficado pelo caminho, tendo sido retomada e reconfigurada nos últimos anos com a renovação do parque exibidor (e das classes C e D). Essa reconfiguração social/urbana do cinema nos últimos 30-40 anos, totalmente tramada pelo mercado, ainda aguarda um estudo de impacto nas nossas cidades.
E os multiplex, aqui e no mundo, parecem tensos em 2017. Estão oferecendo uma quantidade notável de mimos, e por eles cobrando “preços premium”. Com o 3D já dando sinais de exaustão, agora temos poltronas que chacoalham o espectador com ventinho e aguinha no rosto – em 4D. Há salas XD, 4K, Imax Digital. Tem o Dolby Atmos, com som que sai do teto e cinemas com garçons servindo espumante em clima de classe executiva em avião. Espera-se que os novos Avatar, de James Cameron, lancem tecnologia 3D sem óculos, por um “preço premium”.
A ironia este ano é que o destaque de tecnologia em exibição cinematográfica (com “preços premium”) não veio de equipamentos digitais, mas de rolos de película Kodak que o mercado havia declarado mortos. Dunkirk, de Christopher Nolan, teve rendas grandes nas salas onde foi apresentado em Imax 70mm e Super Panavision 70mm, formatos analógicos que salas brasileiras não projetam mais. Nosso país teve uma longa e burocrática transição digital e, no processo, abandonou seu parque analógico. Como o disco de vinil, a projeção em “filme” pode ainda render dinheiro num nicho bom.
Enquanto isso, na Coreia do Sul, a Samsung apresentou em abril a primeira tela de cinema que é uma TV gigante, sem projetor. Curioso, pois o consumidor já tem o mesmo tipo de coisa em casa.
Ao borrar os limites da “qualidade técnica”, do “conteúdo” e da “acessibilidade”, a discussão em torno do Netflix torna-se interessante, e misteriosa. Com 104 milhões de assinantes no mundo (e crescendo), seis bilhões de dólares para gastar anualmente e a ”certeza” de que seu algoritmo de buscas “sabe o que o consumidor quer ver” (segundo o vice-presidente de produtos da Netflix, Todd Yellin), o serviço de streaming transformou-se numa presença na cultura.
Nas semanas de estreias nos cinemas de filmes recentes como o americano Corra!, de Jordan Peele, ou Como nossos pais, de Laís Bodansky, pessoas perguntavam naturalmente se os filmes já estavam no Netflix. Ainda não. Até uns três anos atrás, a pergunta mais comum era “Já tem pra baixar?” Isso é incrível.
Agora, toda essa conversa de mercado, o que ela significa para um pequeno cinema que abre as portas hoje? Talvez signifique entender este mercado para ter a liberdade de tentar outras coisas. Observar o trabalho realizado ha anos por salas no entorno, por exemplo, só aumenta a responsabilidade das escolhas da curadoria e da programação. Todas as salas integram um circuito de cultura já bastante diverso. A incerteza (mais do que a certeza) de não saber “o que o público quer ver” deve fazer parte mais ou menos sempre, um processo de aprendizado constante.
Pode também significar que esta sala seja um abrigo para filmes pequenos e grandes, e talvez discutir se de fato são pequenos, ou se são filmes grandes, do passado ou contemporâneos, de curta ou longa metragem. A sala de cinema pode ser um arquivo constante e vivo, projetado em filme película e em digital moderno, e onde os laços do cinema com outras formas de expressão seja uma conexão firme. E que tudo isso seja feito com a melhor apresentação técnica de som e imagem, sempre.
Finalmente, para cada nova ação criada para revender o produto “sala de cinema”, é bom lembrar que ela mantém-se viva desde 1895 por detalhes analógicos que não são mais muito discutidos: as poltronas em fileiras são viradas para uma tela, o ambiente é escuro e o espaço coletivo é de interação, mas também de individualidade respeitada. A sala como centro de imagem e ideias tem papel importante num momento de pessimismo social e politico. E é nesse espaço que o diálogo e o debate devem ser estimulados, a liberdade de expressar-se com imagem e palavra como elemento de cidadania.
Texto publicado no Blog do cinema, do IMS - 14/09/2017

Cinemark West Plaza (São Paulo - SP)

Inauguração : 23/09/2017
Endereço : Av. Francisco Matarazzo, s/nº - Água Branca
Shopping West Plaza
Telefone : (11) 3677.4000
www.cinemark.com.br
7 salas

Cinemark inaugura seu cinema mais completo em São Paulo
O novo complexo foi aberto em 23/09/2017, no Shopping West Plaza
Por Miguel Barbieri (Repórter e crítico de cinema)

A Cinemark inaugurou seu complexo mais completo. O cinema está localizado no Shopping West Plaza, mais exatamente com entrada pela praça de alimentação, no último piso. No ano em que comemora 20 anos no Brasil, a rede americana abre seu 20º complexo na cidade e o 83º no país. As sete salas inauguradas possuem capacidade total para 1228 expectadores.

As novidades estão por todos os lados. É o primeiro cinema da rede, por exemplo, a ter duas salas com poltronas regulares e poltronas Vip. Na parte de baixo das salas, encontram-se as poltronas normais. A área Vip fica no andar superior (na mesma sala, como os balcões dos antigos cinemas) e possui entrada exclusiva e cardápio diferenciado. "É o cinema mais completo da cidade, porque há a combinação, num só lugar, de poltronas D-Box, salas Prime e telas XD", diz a diretor de marketing da Cinemark, Bettina Boklis.

Gemini (São Paulo - SP)

Fechado desde 2010, mas ainda preservado com quase todas as características da inauguração em 1975, o cine Gemini era, até maio de 2017, uma verdadeira cápsula do tempo, esperando para ser redescoberta.

No fim de junho, as duas salas de cinema na galeria da Av. Paulista, 
nº 807, começaram a ser destruídas para dar lugar a um centro de formação de condutores. Sobraram a fachada e a bilheteria, provavelmente por pouco tempo.

A gente aqui do projeto Replicante confessa que ainda cultivava um sonho maluco de ver o Gemini reabrir, toda vez que passávamos em frente do antigo cinema. Talvez com menos pulgas, mas ainda com as poltronas vermelho-sangue e o carpete saído do hotel de
"O Iluminado".

www.projetoreplicante.com



Voga (Socorro - SP)

Atual Cine Cavalieri Orlandi.

Inauguração pública : 24/06/1942
Filme inaugural : "Legião de Heróis" (EUA, 1940), com Gary Cooper.
Fundador : João Della Maggiori Orlandi
Endereço : Rua Dr. Campos Salles, 63 - Centro
Socorro - SP
Em funcionamento ? : Sim
Telefone : (19) 3895.6972
contato@cineorlandi.com.br
www.cineorlandi.com.br

Em 24 de junho de 1942, no prédio construído à Rua Dr. Campos Salles, 63, pelo Sr. João Della Maggiori Orlandi, é inaugurado o cine Voga, com capacidade para 540 espectadores, exibindo o filme “Legião de Heróis”, cuja renda bruta foi doada ao Asilo dos Velhos, naquela época em fase de acabamento.

A administração do cinema continuou sob a responsabilidade do Sr. Antonio Calafiori, sempre com a colaboração dos familiares, em especial os filhos e netos. As sessões às 20 horas aconteciam todos os dias, com filmes inéditos, havendo reprise do filme de domingo às segundas feiras.

A propaganda era feita em tabuletas colocadas em pontos estratégicos da cidade e através de panfletos entregues a domicilio. No inicio da década de 50, surgiram os filmes em Tecnicolor e foram lançados alguns filmes em terceira dimensão, para os quais o espectador usava óculos verde-vermelho fornecidos pela distribuidora, para ter a sensação de participação nas cenas.

Também nesta época, surgiram a Tela Panorâmica, o CinemaScope, os sons de alta fidelidade e estereofônico, melhoramentos que foram introduzidos no cine Voga. A partir dos anos de 1950, de segunda a sexta feira, havia apenas uma sessão às 20 horas, e aos sábados e domingo, duas sessões com inicio as 19 e 21 horas respectivamente.

Em 1961, em homenagem ao seu proprietário, falecido em 14 de outubro de 1960, o cinema passou a se chamar 
Cine Cavaliere Orlandi.

Por problemas e dificuldades encontradas na manutenção, o cinema encerrou suas atividades em 1983, voltando a funcionar em 1996 no mesmo prédio, porém remodelado e renovado, resultado da parceria formada entre a Empresa Cinematográfica São Luís, da capital, o Departamento Municipal de Cultura e os novos locadores Alexandre Canteruccio.

O projeto de remodelação assinado pelo designer Guilherme Salles de Campos, manteve a estrutura externa do prédio, com algumas alterações: nos espaços das janelas (agora fechadas), foram grafitadas cenas de filmes como "O Rei Leão", "...E o Vento Levou", "Titanic" e "Batman", além de personagens bem conhecidos do público, como Charles Chaplin, Zorro, Mazzaropi e Marilyn Monroe. Internamente, também, foram grandes as modificações: as paredes e o piso revestidos com carpete cinza e vermelho, 150 novas poltronas estofadas e cortinas em veludo vermelho, numa convivência harmoniosa com os lampiões da década de 50, permitindo aos saudosistas uma grata lembrança do passado. A bombonière na sala de entrada, o ar condicionado e o sistema de som Dolby Stereo, completaram o ar de modernidade. 

Com o passar dos anos, a venda de ingressos diminuiu bastante, resultando, mais uma vez, no fechamento do cinema.

Em setembro de 2006, os netos do Sr. Della Maggiori Orlandi, com muito empenho e determinação, assumiram a administração do cinema, para a garantia da continuidade da empresa, que se vê constantemente ameaçada, tanto pelo avanço da tecnologia presente nos aparelhos reprodutores de DVD's e Blu-ray's, quanto pelo crescimento da pirataria.

Apesar das dificuldades, os irmãos André, Rina e Regina Orlandi Marchese não desanimam e travam verdadeiras batalhas para manter o cinema em pleno funcionamento. Para tal, investem na modernização dos equipamentos, fazem parcerias com empresas interessadas em apoiar a cultura, efetuam frequentes promoções e exibem os filmes mais recentes. Aos incansáveis irmãos, juntou-se um neto do Sr. Antonio Calafiori, o conhecido Janjão, completando-se assim a tradição das duas famílias, que ao longo de décadas, se mantiveram à frente do cinema em nossa cidade.


Parte de trás e lateral do cinema
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1. Arquivos institucionais e privados

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2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

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