Cinemark Internacional Shop. (Guarulhos - SP)

Endereço : Rod. Presidente Dutra, Km 230
International Shopping
Telefone : (11) 2425.0636
www.cinemark.com.br
Capacidade total : 4164 lugares
15 salas (Sala 6: 3D)
Antes, Hoyts General.

Jaú (Jaú - SP)

Exibidor : Empresa Teatral Peduti
Endereço : Rua Edgar Ferraz, 385 - Centro
Jaú - SP
Capacidade : cerca de 1300 lugares
Em funcionamento ? : Não. O prédio foi demolido.

1948
Apresentação da banda 'Os Temíveis' no cine Jaú - Anos 60
Apresentação de Roberto Carlos no cine Jaú - Anos 60
Festival de Música Jauense no cine Jaú - Anos 60

São João (Orlândia - SP)

Inauguração : Nov./1954
Proprietário : Hugo Degiovanni
Endereço : Av. Quatro, em frente a Praça Mario Furtado.
Capacidade : 1300 lugares
Em funcionamento ? : Não. Virou um estabelecimento comercial.

Clube de Cinema de Marília (Marília - SP)

Um dos pioneiros no Brasil, o Clube de Cinema de Marília foi fundado em 12/10/1952, e continua até hoje com suas atividades ininterruptas. Mais de 55 anos de exibição e adoração ao mundo cinematográfico.


Endereço:
Sala "Emílio Peduti Filho"
Av. Sampaio Vidal, 245 (no prédio da Biblioteca Municipal, 1º andar)
Telefone: (14) 3422.3090
Sessões: sábados e domingos às 20h15
http://clubedecinemademarilia.wordpress.com/
http://ccm-clubedecinema.blogspot.com/

CineUFSCar (São Carlos - SP)

Cineclube da Universidade Federal de São Carlos
Rodovia Washington Luís, km 325 - SP-310.
CEP 13565-905
São Carlos - SP
E-mail: cineufscar@ufscar.br
Telefone: (16) 3351.8909
Sessões regulares: toda quarta feira, 19h.
Entrada gratuita.
O cineclubismo em São Carlos - A história cultural da cidade de São Carlos e da Universidade Federal de São Carlos está intimamente ligada ao cineclubismo, devido ao tempo e importância cultural que a Sessão Maldita e o Prof. Leandro e seus colaboradores construíram na cidade. Mesmo sem a Sessão, diversos projetos foram e são idealizados com o intuito de manter a prática do cineclubismo.Gostaríamos que este espaço, além de ser introdutório sobre o projeto CineUFSCar, sirva para que as pessoas que praticaram ou praticam o cineclubismo em São Carlos contem um pouco dessa história, promovendo um interessante e importante resgate da nossa memória.
O CineUFSCar incrementa a prática cineclubista sendo um projeto que aposta na volta das sessões em película 35mm e como um projeto de extensão da Universidade Federal de São Carlos. Tem como um dos principais intuitos ser uma ponte sociocultural para a cidade e sua região, passando curtas antes da sessão, filmes gratuitamente fora do circuito comercial e provocando sempre debates ao final das sessões.Como os cineclubes clássicos, é organizado um esquema de ciclos temáticos (diretores/ períodos/ gêneros), necessários para a construção e o aperfeiçoamento do olhar daqueles que pretendem lidar com o cinema como uma forma de ver e entender melhor o mundo. Além dos ciclos, há as Sessões Especiais, organizadas junto com outros grupos que podem ou não ser da Universidade.
O CineUFSCar está aberto a sugestões, propostas e parcerias. É também o único cineclube deste porte em uma universidade no Brasil, trazendo tanto qualidade técnica quanto mostrando a diversidade do cinema, fazendo um importante papel na formação de público, pois ao compreender como o cinema estrutura seu discurso, se entenderá melhor o que esse discurso implica. A questão da formação de público é fundamental para a concepção crítica futura, podendo até construir futuros cineclubistas e mostrando a enorme força que o audiovisual possui na cidade.A sala, localizada no Teatro Florestan Fernandes, tem capacidade de mais de 400 lugares e mostra, através desse projeto, como a UFSCar se sensibiliza com o papel que está tendo na formação cultural dos seus alunos e da cidade, promovendo uma ação cultural tão importante de forma gratuita. A universidade deve ser um amplo e aberto espaço para a formação cultural, social e política não apenas dos seus alunos, mas de toda a comunidade a qual ela está inserida.




Texto do site oficial do CineUFSCar.

São Roque (São Carlos - SP)

O escritório do Cine São Roque fica no Teatro Florestan Fernandes, Área Norte da UFSCar, entrada pela porta lateral (no mesmo escritório do CineUFSCar).
E-mail: cinesaoroque@ufscar.br
Telefone: (16) 3351-8909

Você também pode se informar através dos contatos da Coordenadoria de Artes e Cultura:
E-mail: cultura@saocarlos.sp.gov.br
Telefone: (16) 3373-2700
Endereço para correspondência: Universidade Federal de São Carlos
Campus São Carlos
A/C CineUFSCar
Rodovia Washington Luís, km 325 - SP-310.
CEP 13565-905
São Carlos - SP
O Cine São Roque é um cineclube organizado pela UFSCar e pela Prefeitura Municiapl de São Carlos que promove sessões semanais de cinema voltadas para toda a família no distrito de Água Vermelha.
A programação é composta prioritariamente por curtas e longas metragens nacionais que estão fora ou à margem do circuito comercial de exibição. Em cada sessão, diferentes temáticas, formatos e gêneros de filmes são apresentados.
Além destas atividades, o projeto também realiza sessões em parceria com a Unidade Saúde da Família do distrito.
As sessões gratuitas são realizadas às sextas-feiras, às 20h, ao ar livre, no gramado do Armazém Cultura. Em caso de chuva, a sessão será realizada no auditório do Armazém.
Armazém Cultura - Rua Bela Cintra 77 - Distrito de Água Vermelha


Texto do site oficial.

Company Plaza (Pedreira - SP)

Exibidor : Grupo Cine Company
Endereço : Av. Papa João XXIII, 365 - Ven-Ká Plaza
Parque Industrial - Pedreira - SP
Telefone : (19) 3852.1212
Em funcionamento ? : Sim
1 sala

2011

Central (Pedreira - SP)

Endereço : Rua 15 de Novembro, 361 - Pedreira - SP
Em funcionamento ? :  Não. Fechou nos anos de 1970.
Virou sede de um sindicato.

2011

Alvorada (Pedreira - SP)

Endereço : Rua Siqueira Campos, 51 - Centro
Pedreira - SP
Em funcionamento ? : Não. Fechou nos anos de 1980.
Reabriu como
Centro Cultural Prof. José Gilberto Gonçalves Jampaulo.
Depois, em 2009, iniciou-se uma grande reforma do espaço.
Foi reinaugurado em 26/03/2010, como
Teatro Municipal Maestro José da Banda.

2011
2011

Antigos cinemas (Itararé - SP)


A trajetória do cinema em Itararé
Por Matheus Aleixo Macedo Silva (Historiador)

Se observarmos a grande maioria das cidades pequenas espalhadas pelo Brasil atual, dificilmente encontraremos um cinema em funcionamento. Não é fácil encontrar esse tipo de entretenimento fora de shopping centers, que geralmente se restringem aos grandes centros urbanos. Infelizmente, ter um bom cinema por perto é privilégio para poucos dentre a população interiorana.

Em Itararé a situação é exatamente essa. Se um itarareense se interessar em ver um filme no cinema (comercial), não o encontrará em seu município, sendo preciso se deslocar para cidades próximas como Itapeva ou Jaguariaíva – ambas são exemplos raros dentre as cidades pequenas que garantiram a sobrevivência do cinema até hoje. Para frequentar cinemas de maior porte (sempre em multiplex de shopping centers), é preciso viajar para mais longe ainda, em cidades como Itapetininga, Sorocaba ou Ponta Grossa.

A crítica situação atual do cinema no interior do Brasil torna-se curiosa se traçarmos um paralelo com a situação de décadas atrás. Por incrível que pareça, pequenas cidades já abrigaram grandes cinemas de rua que por muitos anos foram sinônimo de sucesso, inclusive Itararé. Qual seria, portanto, o motivo que levou os cinemas de rua se tornarem quase extintos em nossa região?

A história do cinema em Itararé remete ao início do século XX, em 3 de janeiro de 1914, quando foi inaugurado com grandes festividades o Theatro São Pedro, idealizado e realizado por Leôncio Pimentel, sob aclamados discursos exaltando o progresso da cidade. Seguindo o modelo dos teatros da época, o Theatro São Pedro não sediava somente espetáculos teatrais, mas oferecia um abrangente leque de atrações, como podemos observar na descrição feita por Adriano Queiroz Pimentel:

O noticiário de imprensa local descrevia o tipo dessa construção, que obedeceu a três fins principais: diversões em geral e estudos na parte principal; cinema-teatro, na parte secundária. Para isso possuía duas espaçosas salas à direita e à esquerda da entrada, destinada a bilhares e biblioteca, um grande salão para bailes, conferências, etc. No centro, parte térrea, e no sobrado diversos cômodos para jogos e outros divertimentos; e anexo ao salão principal um grande pavilhão para funções teatrais e cinematográficas.



Além das várias opções de cultura e divertimento que o local oferecia, o salão principal também incluía em suas atrações exibições cinematográficas. Nesses anos, quando o cinema estava em sua fase inicial, ainda não havia uma demanda de produção comercial capaz de preencher programações completas em estabelecimentos voltados unicamente ao cinema. Sem estrutura nem consolidação para se sustentar como entretenimento autônomo, o cinema daquele período era sempre um acompanhante de outras diversões mais populares, como o teatro.

Concomitantemente, o hábito de ir ao cinema não estava arraigado ao cotidiano do brasileiro, sendo ainda algo novo e exótico. Por esses e outros motivos, as projeções de filmes naquela época eram realizadas em casas de entretenimento que agregavam diversas atividades culturais, em uma estrutura inspirada em modelos europeus.

Nesse mesmo período houve mais uma novidade do gênero em Itararé, o luxuoso Cine Teatro Central, inaugurado pelo Maestro José Melillo na Rua General Carneiro (hoje, 15 de Novembro), onde, durante a projeção dos filmes, músicos tocavam junto ao palco instrumentos como piano e violino para musicalizar os filmes mudos.

Anos mais tarde o estabelecimento foi vendido ao Sr. Eugênio Dias Tatit, que o transferiu de lugar e modificou seu nome, passando a se chamar Cine Teatro São José. Por aproximadamente uma década este cine-teatro comandou sozinho o circuito de cinema da cidade, alimentando a cultura cinematográfica até sua definitiva consolidação no costume popular itarareense.

Mesmo com o sucesso do Cine Teatro São José, os tempos áureos do cinema na cidade só começaram mesmo nos anos 50, quando foi inaugurado o Cine Itararé. O próprio nome já evidenciava que o novo cinema fora idealizado totalmente voltado para a atividade cinematográfica, ainda que periodicamente fossem realizadas formaturas e conferências em suas dependências.

Esse desprendimento do teatro, que no Cine Teatro São José ainda dividia espaço com as projeções fílmicas, se deu ao fato de que o Cine Itararé foi fruto de um momento onde o cinema já estava consagrado o suficiente para não mais precisar se inserir em estabelecimentos de entretenimentos variados. O interesse popular pelo cinema já seria garantia de sua independência financeira e cultural em relação a outras atrações artísticas.

Inaugurado em 12 de junho de 1955 sob uma direção inicial associada entre Antonio Colturato Filho, Jurandir Pimentel e Sérgio Augusto Viana, o Cine Itararé foi erigido em uma região nobre da cidade, em um trecho de grande movimentação na Rua São Pedro, próximo à Praça Francisco Alves Negrão. Ele logo se destacou por sua grandiosa construção, de porte majestoso tanto em sua fachada como em seu interior. Segundo Luiz Toth, que por quase duas décadas trabalhou como operador de projeção no local, este cinema foi construído aos moldes de um sofisticado cinema de Londrina (PR), tornando-se assim referência de qualidade e conforto em toda a região, sendo frequentado por pessoas de várias cidades vizinhas.

Foto da inauguração do cine Itararé, em 1955.

O Cine Itararé não possuía camarotes e galerias, como seus conterrâneos anteriores, mas por outro lado abrigava cerca de mil acentos, distribuídos sobre uma estrutura interna inclinada cujo topo ficava a aproximadamente 4 metros do nível da rua. Tinha uma arquitetura moderna, com iluminação indireta que circulava o salão de projeções, e oferecia a melhor tecnologia da época, com lentes como Cinemascope e VistaVision. Tinha contrato de aluguel de filmes com as melhores distribuidoras, entre elas a Twentieth Century Fox, Warner Bros. Entertainment, Paramount Pictures, Metro-Goldwyn-Mayer, Universal Studios e Paris Filmes. Estreou suas instalações com uma sessão do filme A princesa e o plebeu (Roman Holiday, 1953), e desde então exibiu uma grande diversidade de filmes por 27 anos.

Em conversas informais com itarareenses que vivenciaram os anos em que havia cinema na cidade, é fácil identificar que o que mais os marcou foram os épicos de Hollywood, os western (ou bangue-bangues, como eram chamados popularmente) e, entre as produções brasileiras, o gênero que mais tinha apelo ao público eram as comédias do Mazzaropi.

Havia também a exibição de seriados, como, por exemplo, O Vingador Desconhecido, com um episódio a cada domingo. Mesmo com a incrível lotação de mil lugares, o antigo projecionista Luiz Toth afirma que era comum o cinema exceder sua capacidade de público, muitas vezes exibindo filmes com dezenas de pessoas assistindo em pé, nas laterais.

O Cine Itararé certamente ocupa um lugar especial na memória dos itarareenses daquela geração. O cinema, naquela época, não se resumia ao simples ato de ver um filme. Na verdade, ele representava um evento social, que unia toda a cidade para se divertir por algumas horas, imersa na fantasia do cinema. Os grandes lançamentos por vezes ficavam até uma semana em cartaz, quando toda a cidade ficava envolta nos comentários sobre o filme.

Esses anos de glória do cinema em Itararé perduraram até o fim da década de 60. A partir dos anos 70 a situação começou a se alterar, quando surgiram alguns fatores que, aos poucos, afetaram negativamente o cinema.

Como primeiro grande fator a prejudicar o cinema, podemos apontar o surgimento da televisão. Foi em dezembro de 1966 que se instalou o serviço de televisão em Itararé, juntamente com o Clube da TV, grupo que se formou para supervisionar a manutenção das instalações. Em um lento processo, a televisão acabou se tornando um elemento comum nos lares itarareenses, o que acarretou em uma verdadeira revolução nos hábitos da população.

O contato com o entretenimento audiovisual, anteriormente restrito aos cinemas, agora estava na sala das residências. A comodidade da televisão contribuiu para que as pessoas ficassem mais em suas casas. O cinema, consequentemente, sofreu abalos. A popularização do vídeo tirou do cinema seu monopólio de entretenimento no gênero. A contemplação das obras cinematográficas passou a ser também um ato solitário, entre espectador e televisão, se desvencilhando do conceito cinema/evento social.

Multidões não mais se reuniam com a mesma frequência para ir ao cinema, já que agora os filmes também poderiam ser exibidos dentro dos lares de cada um. Obviamente, essa mudança não foi repentina – foi um lento processo de transição que gradativamente firmou raízes no cotidiano e, assim, alterou o hábito de assistir filmes.

Além da popularização da televisão, outros fatores menos óbvios contribuíram para a decadência do cinema em Itararé. Em plena época da Ditadura Militar no Brasil, por exemplo, foi decretada uma lei que determinava uma cota específica de exibição de filmes brasileiros para uma determinada quantidade de filmes estrangeiros. No entanto, tal exigência não correspondia à situação da indústria cinematográfica no Brasil, que na época não tinha um ritmo de produção e distribuição que atendesse a essa nova demanda.

Como resultado, produções de baixo orçamento e de qualidade duvidosa – as famosas “pornochanchadas” 3 – passaram a ser realizadas em grande quantidade, dominando a produção cinematográfica nacional, e cinemas de todo o Brasil se viram obrigados a dar prioridade de exibição aos filmes nacionais. Com isso, a pornochanchada passou a ser um gênero recorrente, muitas vezes dominante, na programação dos cinemas brasileiros, e em Itararé não foi diferente.

A pornochanchada foi um gênero que, apesar de ter garantido certa popularidade e lucro financeiro por um momento, não foi do agrado de boa parte da sociedade, sobretudo as camadas mais puritanas ou as intelectualizadas, o que contribuiu para a má fama que o cinema brasileiro adquiriu a partir desse período.

Em Itararé houve grande rejeição a esses filmes, ocasionando na gradativa diminuição de público nos cinemas. Não havia como escapar da exibição das pornochanchadas, mesmo que a frequência nessas seções fosse mínima. A obrigatoriedade em realizar sessões cada vez mais vazias acabou provocando um significativo prejuízo aos cinemas da cidade, agravado ainda mais com os altos impostos que tinham que ser pagos ao município e à Embrafilme.

As pornochanchadas afetaram não somente a frequência de suas próprias seções, mas também das seções de filmes estrangeiros, já que a qualidade da programação dos cinemas causou o desinteresse dos mesmos na cidade. Sendo assim, apesar do sucesso que muitos filmes estrangeiros ainda tinham ao estrear em Itararé, nenhum mais se comparava aos sucessos dos anos anteriores.

As novas gerações cresceram vendo o cinema como um local reservado para filmes “imorais” em sessões quase vazias e mal frequentadas. Celso Colturato, filho de Waldemar Colturato, um dos antigos sócios do Cine Itararé, relata que, certa vez, houve uma procissão religiosa pela Rua São Pedro, e ao passar em frente ao Cine Itararé, muitos da multidão protestaram, indignados, devido a um cartaz de um filme brasileiro cujo conteúdo era de caráter erótico – uma vez que as pornochanchadas sempre se utilizavam de cartazes apelativos com duplo sentido.

Com o passar dos anos, a imagem do cinema brasileiro foi bastante prejudicada, e frequentar um cinema não era mais uma diversão muito apreciada pela grande maioria. No caso de Itararé, é possível notar o reflexo dessas pequenas mudanças na Tribuna de Itararé, onde toda semana se publicava a programação dos cinemas.

Entre as décadas de 50 e 60 havia um considerável espaço no jornal para a publicação da programação do Cine Itararé, com uma breve descrição de cada filme que seria exibido naqueles dias, além de grandes e chamativos espaços publicitários que esporadicamente exibiam cartazes de filmes muito aguardados que chegariam em breve.

A partir de maio de 1960 o Cine São José também passou a publicar sua programação semanal, pois foi quando os irmãos Tatit, proprietários, o arrendaram para a Empresa Sorocabana, dos irmãos Colturato, também donos do Cine Itararé.

No fim da década de 60, no entanto, a programação de cinema teve seu espaço diminuído no jornal; não havia mais a descrição de cada filme, nem imagens chamativas de lançamentos aguardados; somente uma pequena lista indicando o nome dos filmes. Na década de 70 as publicações sobre o cinema começaram a oscilar, não mais aparecendo em todas as edições, até que sumiram completamente dos jornais.

O Cine Itararé volta a publicar sua programação somente no fim da década, em uma nova coluna que agora englobava não somente cinema, mas falava também sobre televisão e eventos culturais na cidade – deixando claro que o cinema não era mais destaque quando o assunto era entretenimento; a concorrência da televisão já demonstrava seu poder.

Nesse período, o Cine São José já havia fechado. Em 1979 o Cine Itararé foi arrendado para João Bloés, dono de cinemas de Capão Bonito, e logo fechou. Ao contrário do que houve em algumas cidades próximas, não houve nenhum tipo de manifestação popular para impedir o fechamento do último cinema da cidade, trazendo à tona a constatação de que, na época de seu fechamento, o cinema já estava bem longe da representação social que tinha nos anos anteriores em Itararé.

Esse breve histórico sobre o auge e decadência dos cinemas de rua em Itararé se insere em um contexto que abarcou todo o Brasil durante o século XX. Hoje em dia, são poucas as cidades pequenas que ainda mantém algum cinema em funcionamento, e na maioria desses exemplos escassos, a demanda de público é sempre pequena se comparados aos cinemas multiplex dos shoppings centers, líderes no mercado de cinema atual.

Na maioria das cidades, a decadência dos cinemas em meados dos anos 80 cedeu lugar ao crescimento urbano e a necessidade de grandes espaços no centro para a instalação de mercados, grandes lojas, estacionamentos e igrejas. Os velhos prédios de cinema, geralmente erigidos em grandes terrenos, tornaram-se alvos comuns para investidores com novas propostas. O Cine Itararé é um exemplo disso, já que, apesar de não ter sido demolido, teve seu prédio modificado para ser substituído por lojas e também uma igreja.

Com esses apontamentos, podemos compreender que, em cada época, o cinema tem um significado específico perante a sociedade, desde os imponentes e tradicionais cine-teatros até os modernos e consumíveis multiplex. No caso de cidades pequenas como Itararé, que no passado abrigaram grandes cinemas em seus anos de glória, a era do cinema já se foi. Para o povo itarareense, o cinema de hoje é um elemento muito distante de sua realidade social, um entretenimento que se reserva apenas aos grandes centros e não tem nenhuma ligação com sua cidade – um triste contraste perante tudo aquilo que o cinema já significou para Itararé.

Referências Bibliográficas:
PIMENTEL, Adriano Queiroz. Apontamentos Históricos de Itararé. Itararé: Tipografia Itararé, 1982. BANDONI. Lázara Aparecida Fogaça. Itararé na história. Itararé: Tipografia Itararé, 2008.
Jornal Tribuna de Itararé. Itararé, 1955-1980. Semanal.
Fontes Orais:
Luiz Toth, antigo projecionista do Cine Itararé. Concedeu uma entrevista em 28/05/12.
Celso Colturato, filho de Waldemar Colturato, um dos sócios do Cine Itararé. Concedeu uma entrevista em 28/05/12.

ANTIGOS CINEMAS DE ITARARÉ :

THEATRO SÃO PEDRO
Inauguração : 03/01/1914

CINE THEATRO CENTRAL
Endereço : Rua 15 de Novembro, 242 - Centro
Virou agência bancária.

CINE TEATRO SÃO JOSÉ
Endereço : Rua Newton Prado, 241 - Centro
Capacidade : cerca de 800 lugares
O auditório tinha três pavimentos, sendo o primeiro e mais alto com pessoas de pé. No segundo ficavam os camarotes, mais caros, destinados às famílias tradicionais da cidade. Um terceiro, com preços mais acessíveis, e a plateia que sempre estava lotada para assistir peças de teatro e filmes.
Virou filial de uma universidade de Santos.




CINE ITARARÉ
Inauguração : 1955
Filme inaugural : "A Princesa e o Plebeu".
Endereço : Rua São Pedro, 1326
Capacidade : cerca de 900 lugares
Virou um estabelecimento comercial.

2015

Cine Lyra (Santo André - SP)

Endereço : Av. Fox, s/nº - Vila de Paranapiacaba
Santo André - SP
Curiosidades :
Neste endereço funcionou um dos cinemas mais antigos do Brasil.

Sociedade Recreativa Lyra da Serra, em Paranapiacaba, será restaurado

Entidade localizada no distrito de Santo André abrigou 
um dos primeiros cinemas do país no início do século passado

A Vila de Paranapiacaba se prepara para receber de volta o prédio da Sociedade Recreativa Lyra da Serra, entidade fundada em 1903, para abrigar atividades culturais voltadas aos trabalhadores da ferrovia. No local, onde funcionou um dos primeiros cinemas do Brasil, também eram realizadas festas, bailes e outras comemorações, além ter abrigado a famosa Banda Lyra.

A Secretaria de Gestão de Recursos Naturais de Paranapiacaba e Parque Andreense realizou licitação pública para escolha da empresa que cuidará da restauração do imóvel. A vencedora do certame foi a empresa Flasa Engenharia e Construções Ltda. O projeto prevê ainda o restauro do primeiro Grupo Escolar da Vila, localizado ao lado do prédio da Sociedade Recreativa Lyra da Serra, na Avenida Fox, s/nº, na Parte Baixa da Vila.

A assinatura do contrato da obra aconteceu na semana passada e, de acordo com o secretário Eduardo Sélio Mendes Junior, os trabalhos devem ser iniciados ainda em abril com recursos próprios da Municipalidade. Também estão previstas verbas da Caixa Econômica Federal.

O secretário informa que a conclusão das obras está prevista para o final de 2012.

"Essa é mais uma grande obra da atual Administração, que visa resgatar a belíssima história e a riqueza cultural da Vila de Paranapiacaba", conclui.

Além da sala de cinema, após o restauro o local passará a ter um equipamento para educação patrimonial com biblioteca, brinquedoteca e hemeroteca e a escola de música, entre outros serviços.

Notícia do jornal Folha, de 12/04/2011.

Tem início restauro inédito de Parapiacaba 
Os moradores e visitantes de Paranapiacaba notarão ao longo do mês de maio algumas mudanças na paisagem local. É que tiveram início os trabalhos de restauro que prometem transformar a vila ferroviária. As obras começam pela biblioteca, a garagem das locomotivas, os galpões das oficinas de manutenção e o almoxarifado da antiga ferrovia. Outros espaços, como o campo de futebol, a sede da antiga Sociedade Recreativa Lyra da Serra, uma casa na região do Hospital Velho e o grupo de 242 imóveis da Vila Martin Smith também devem ter o início da recuperação ainda no primeiro semestre deste ano. As obras contam com financiamento do Governo Federal, no total de R$ 41 milhões, por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas.
O secretário de Gestão de Recursos Naturais de Paranapiacaba e Parque andreense, Ricardo Di Giorgio, comenta a importância da obra “A Vila de Paranapiacaba, nosso maior Patrimônio Cultural, Arquitetônico, Histórico e Ambiental, nunca recebera um investimento dessa importância desde 1946 quando houve o término do período de concessão aos Ingleses. A partir de agora quando nossa Vila entra de vez em uma nova e importante fase da sua história, temos muito a fazer, mas também o que comemorar”, afirmou.
De acordo com os projetos, o restauro da biblioteca e do almoxarifado devem ser concluídas até o início de 2016. Quando finalizadas as obras, a biblioteca volta a atender os moradores e visitantes. Já o almoxarifado abrigará o “Bar da Zilda”, cujo atual prédio de alvenaria será demolido. Já a garagem das locomotivas e os galpões das oficinas de manutenção têm previsão de término para dois anos. O primeiro local será utilizado como estação para a recepção dos passageiros do Expresso Turístico que liga a estação da Luz à Vila aos domingos. Os galpões das oficinas manterão dois dos galpões para as oficinas de marcenaria já instaladas no local; outros dois servirão como espaço multiuso.
Outros projetos - O restauro do campo de futebol do Serrano Athletic Club, clube de futebol da Vila fundado em 1903, um dos primeiros com medidas oficiais em todo o Brasil, garantirá novos vestiários e arquibancadas, além de um palco que poderá ser utilizado como espaço para shows.
A sede da Sociedade Recreativa Lyra da Serra resgatará a sala de cinema que funcionou no local no início do século XX, uma das primeiras em todo o Brasil. Também estão previstos a reconstrução do imóvel incendiado na região do Hospital Velho e o restauro e pintura de um grupo de 242 imóveis da Vila Martin Smith. A previsão é que o conjunto de melhorias seja finalizado num prazo de 36 meses após o início das obras.
Santo André é uma das 44 cidades brasileiras contempladas com recursos de R$ 1 bilhão do PAC Cidades Históricas – Em janeiro de 2013, durante o 2º Encontro Nacional dos Novos Prefeitos, em Brasília, o governo federal, por meio do Ministério da Cultura e do Planejamento, anunciou a destinação de R$ 1 bilhão do PAC Cidades Históricas para a revitalização de 44 cidades tombadas pelo patrimônio histórico nacional. A inclusão de Santo André foi uma das conquistas do prefeito Carlos Grana, presente ao encontro. Na oportunidade, o chefe do Executivo adiantou que seria elaborado um “projeto ousado”.

Após o retorno de Brasília, o prefeito esteve em Paranapiacaba para anunciar pessoalmente a importante conquista para a Vila ferroviária da cidade. Acompanhado por vários secretários, à ocasião, conversou com moradores e empreendedores e conheceu alguns dos projetos já aprovados, apresentados pelo secretário de Gestão de Recursos Naturais de Paranapiacaba e Parque Andreense, Ricardo Di Giorgio. As planilhas com as propostas de restauro foram enviadas ao corpo técnico do Iphan, em Brasília, no dia 18 de fevereiro.
Os recursos para investimentos na Vila foram anunciados pela presidenta Dilma Roussef em agosto de 2014 durante reunião realizada na cidade mineira de São João Del Rei com os prefeitos das 44 cidades contempladas.
História - A Vila de Paranapiacaba, localizada a cerca de 50 km da capital, surgiu a partir de 1860, com a instalação do acampamento dos trabalhadores da construção da primeira ferrovia do Estado de São Paulo, que ligaria o porto de Santos ao planalto. A ferrovia entrou em funcionamento em fevereiro de 1867, dando um grande impulso na economia com o aumento do volume do transporte do café, até então transportado no lombo de burro numa viagem que poderia demorar vários dias.
O patrimônio tecnológico e entorno da vila, composto por remanescentes da Mata Atlântica, foram tombados em 1987 pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo), em 2002 pelo Iphan e, no ano seguinte, na esfera municipal, pelo Condephapaasa. Localizada no território de Santo André, a Vila foi adquirida pela Prefeitura em 2002. Desde então, a Administração se preocupa em cuidar deste patrimônio histórico e ambiental.
Por Marcos Imbrizi, em 27/05/2015, para o portal da Prefeitura de Santo André.

2012
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Clube União Lyra Serrano (Santo André - SP)

Endereço : Av. Antonio Olyntho - Vila de Paranapiacaba
Santo André - SP
Telefone : (11) 4439.1316

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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.