Majestic (São Paulo - SP)

Inauguração pública : 11/06/1947 (20hs.)
Filme inaugural : "Tentação", com Merle Oberon e George Brent + "Jornal Cinematográfico Nacional".
Exibidor : Cia. Cinematográfica Serrador
Endereço : Rua Augusta, 1475 - Consolação

A partir de 24/08/1967, Majestic Cinerama.
Exibidor : Cia. Cinematográfica Serrador
Filme inaugural : "Grand Prix", com James Garner e Yves Montand.
- O cinema recebe nova tela e projetor (Philips 70/35mm) para exibição de filmes em Cinerama.

A partir de 28/03/1985, Gaumont Majestic.
Exibidor : Gaumont do Brasil
Filme inaugural :
"2010: O Ano Em Que Faremos Contato", de Peter Hyams.
- São renovados os equipamentos de som (Dolby Stereo) e projeção.
- Última sessão em 23/02/1992, com "Top Gang - Ases Muito Loucos".

A partir de 06/10/1993,
Espaço Banco Nacional de Cinema,
dividido em 3 salas.
Exibidor : Circuito Cinearte
Administração e programação : Adhemar Oliveira
Inauguração solene : 06/10/1993 (21hs.),
Filme inaugural : "O Banquete de Casamento" (1993), de Ang Lee.
Inauguração pública : 07/10/1993 (14hs.),
Programa inaugural :
"Mostra Banco Nacional de Cinema", com 26 filmes inéditos em São Paulo, na sala 3.
"A História de Qiu Ju" (1992), de Zhang Yimou e "A Grande Família" (1993), de Stephen Frears, nas salas 1 e 2, a partir de 11/10/1993.
- O antigo cinema, de cerca de 1300 lugares, é completamente reformado e dividido em três salas: Sala 1 com 282 lugares, sala 2 com 240 e sala 3 com 180. São instalados projetores italianos e som Dolby Stereo em ambas as salas. No saguão de entrada, bombonière, livraria especializada em cinema e café-bar.
- Segundo Adhemar Oliveira, a reforma do cinema levou seis meses de planejamento e 100 dias de obras aceleradas, que consumiram cerca de US$ 1 milhão. "As únicas coisas que sobraram do velho Majestic foram o telhado, as paredes laterais e a fachada", conta. De acordo com ele, nos dias de maior movimento na reforma, até 300 operários trabalharam no prédio.
- A sala 1 recebe palco e camarim, para ser utilizada para eventos e apresentações diversas.
- O projeto é assinado pelos arquitetos Pablo César Benetti e Solange Libman.

Depois, duas mudanças de patrocínio :
Espaço Unibanco de Cinema - Augusta e
Espaço Itaú de Cinema - Augusta.
- Em 1995, o cinema passa a ser patrocinado pelo Unibanco e ganha o Anexo - duas charmosas salas do outro lado da Rua Augusta. Depois, em 2010, o patrocínio passa a ser do Banco Itaú, após a fusão das duas instituições financeiras - Itaú e Unibanco.
- Em 2012, o cinema passa por reformas e atualização de tecnologias. A fachada e a decoração ficam bastante atraentes, graças a mudança do layout do Espaço Itaú de Cinemas, padronizado para todas as unidades da rede.
- As duas salas do Anexo são reabertas totalmente repaginadas. A principal mudança ocorre na sala 5. Antes apertada, com poltronas estreitas e fileiras espremidas, agora possui assentos levemente reclináveis de couro ecológico e bem mais espaçosos, como verdadeiras poltronas. Os cadeirantes contam com uma rampa de acesso na entrada do cinema e elevador. No fundo do espaço, há um bicicletário, e a cafeteria ganha pintura e decoração novas.

Em funcionamento ? : Sim.
Hoje, Espaço Itaú de Cinema - Augusta.

Anúncio de 10/06/1947

Anúncio de inauguração - 11/06/1947

Tela e parte da plateia - 1947


Anúncio de 23/08/1967

Anúncio de reinauguração - 24/08/1967

Anúncio de reinauguração - 24/08/1967

1967

Anúncio de reinauguração - 28/03/1985

Anúncio de reinauguração - 28/03/1985

1986

1986

Notícia sobre a reforma do cinema - 19/09/1993

Notícia sobre a inauguração do novo cinema - 06/10/1993

Notícia sobre a inauguração do novo cinema - 06/10/1993

1994

2000

2005

2012

2015


Astor (São Paulo - SP)

Inauguração : 09/03/1960
Endereço : Av. Paulista, 2073 - Conjunto Nacional - Bela Vista
Arquiteto : David Libeskind
Capacidade : 1000 lugares
Em funcionamento ? : Não. Encerrou as atividades em 2001.
Hoje, no mesmo local, funciona uma livraria.

Curiosidades :
Na inauguração, logo foi eleito o mais luxuoso e mais moderno cinema da cidade.
Em 1963, o cine Astor seria palco de um protesto de senhoras conservadoras da sociedade paulistana por ocasião da exibição do filme "A Doce Vida", de Federico Fellini. Estas senhoras, escandalizadas com as cenas eróticas do filme, rasgaram os cartazes e quebraram as vidraças do cinema, exigindo que o filme fosse retirado da programação. Conseguiram! Mas, no cine Coral, "A Doce Vida" ficou em cartaz durante 26 semanas.

No anúncio de inauguração : 
A última palavra em cinema, funcionando com novo e revolucionário sistema de som e imagem;
Trabalhando com filme de 70 mm. (o dobro do usado habitualmente);
Tela gigantesca com ângulo de visão de 128 graus, permitindo visibilidade igual a do olho humano;
6 canais de som estereofônico de alta fidelidade transmitidos por câmaras acústicas especiais;
1000 poltronas de modelo totalmente diferente, individuais de conforto residencial;
O cine Astor é a 1ª sala do Brasil a exibir filmes pelo sistema
TODD-AO;
"No Sul do Pacífico" é o 1º filme a ser exibido no Brasil pelo sistema TODD-AO e ele não será exibido em outra sala do Estado de São Paulo antes de dois anos.

1985
2001

Astor (São Paulo - SP)

Agradeço a colaboração do engenheiro Marcelo Libeskind, filho do renomado arquiteto David Libeskind.
David Libeskind (1928-2014) foi arquiteto, artista gráfico, ilustrador e pintor brasileiro. De 1947 a 1952, cursou a faculdade de arquitetura na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Após o fim da faculdade, muda-se para a cidade de São Paulo, onde constrói uma carreira de obras arquitetônicas que o credenciaram a realizar, em 1955, o projeto do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, uma construção vertical com apartamentos e escritórios sobre uma base comercial, incluindo o grandioso cine Astor.

1960
1960
1960
1960
O cine Astor em construção
O cine Astor em construção

CineArte (São Paulo - SP)

O cinema é inaugurado em 09/03/1963, com o nome de cine Rio, pela Empresa de Cinemas Rio Ltda., com o filme "O Assassino", do cineasta e roteirista italiano Elio Petri, com Marcello Mastroianni, Cristina Gajoni e Micheline Presle. A sala tinha cerca de 500 lugares.

















Nos anos de 1970, o cinema entra crise. Em 12/11/1982, o experiente programador Dante Ancona Lopez passa a dirigi-lo, agora, com o nome Cine Arte um e o slogan "Espetáculo - Polêmica - Cultura". O primeiro filme exibido é "Mamãe faz 100 anos", do cineasta e roteirista espanhol Carlos Saura, com Geraldine Chaplin e Amparo Muñoz.

O sucesso do cinema é imediato, graças a uma programação bem diferenciada. Em 15/09/1995, o Cine Arte um ganha mais uma sala, com apenas 150 lugares, construída no hall onde funcionava uma bombonière. A Look Filmes, proprietária do espaço, instala equipamentos italianos de som e projeção. O primeiro filme exibido na pequena sala é "Cortina de Fumaça", de Wayne Wang, com Harvey Keitel, William Hurt e Forest Whitaker. Neste dia, os primeiros espectadores receberam um livro e mais um brinde especial.

Em 2003, o cinema entra novamente em crise e ameaça fechar. A situação mobiliza frequentadores, moradores da região e o poder público. Primeiro com um abaixo assinado, iniciado desde as primeiras sessões do filme "Durval Discos", de Ana Muylaert, ganhando força através da internet. Depois, Vilma Peramezza, síndica e gerente geral do Condomínio Conjunto Nacional, assume a campanha "SOS CINE ARTE", promovendo um ato público. Por tudo isso e muito mais, os empresários exibidores Adhemar Oliveira e Leon Cakoff (in memoriam) se sensibilizam e, junto do incentivo de uma grande empresa patrocinadora, passam a administrar o cinema.

Em 22/10/2005, depois de uma grande reforma, o cinema é reinaugurado com o nome de Cine Bombril, com a exibição do filme "Cidade Baixa", de Sérgio Machado, numa noite só para convidados. Um nome não muito adequado ao cinema, mas valeu a pena, pois a empresa investiu muito no espaço. Além de modernos equipamentos de som e projeção, o cinema recebe nova decoração e acomodações e, na sala 1, poltronas de 64 cm. de largura e distância de uma fileira para a outra de 1,25 metros. O custo da reforma foi de R$ 3,2 milhões.















Em 03/09/2010, muda-se o patrocinador, o layout e a decoração, passando a chamar-se Cine Livraria Cultura.

Em 18/06/2015, mais uma vez, o cinema perde o patrocínio e passa a chamar-se CineArte. Segue firme com programação de filmes de excelente qualidade e a sala 1, uma das melhores da cidade.

Foto : Antonio Ricardo Soriano

CineArte
Conjunto Nacional - Avenida Paulista, 2073 - Consolação
Entrada, também, pela Rua Padre João Manoel, 100
Telefone : (11) 3285.3696

CineArte (São Paulo - SP)

Cortina sobre a tela.
Detalhe do CineArte, muito comum nos antigos cinemas. 
Beleza e proteção. Nostalgia!
Vídeo: Antonio Ricardo Soriano - 11/08/2014

video

Picolino (São Paulo - SP)

Inauguração solene : 05/08/1955
Inauguração pública : 06/08/1955
Filme inaugural :
"Amar é Sofrer", com Bing Crosby, William Holden e Grace Kelly.

Proprietários : Empresa Rilo de Cinemas e Hotéis S/A.
Exibidor : Empresa Cinematográfica Serrador Ltda.

Reinauguração : 31/03/1965
Nova fase do cinema com programação de filmes feita por
Dante Ancona Lopez.
Filme inaugural :
"Os Amantes de Florença", com Marcello Mastroianni.

Endereço : Rua Augusta, 1513 - Consolação

Som e projeção : Simplex
Capacidade : 850 lugares

Em funcionamento ? : Não.
Virou restaurante, bar e local para eventos.

Parte do depoimento de Dante Ancona Lopez concedido a Plácido de Campos Jr. em 1993 :

Com alguma dificuldade consegui abrir, na Rua 7 de Abril, o cine Coral, já consciente da possibilidade de uma programação diferenciada daquilo que então se fazia. Seria o "Cinema de Arte", embora o cinema tradicional ou comercial também tivesse espaço.

A ideia básica ia na direção de uma programação menos voltada e preocupada com o retorno comercial imediato e mais atenta à difusão do cinema, porque faltava uma sala que exibisse as muitas fitas paradas em várias distribuidoras: fitas de Fellini, de Antonioni, de Resnais que não eram exibidas. Abri em 1958 e a experiência do cine Coral foi bem sucedida e durou oito anos; depois vendi o cinema e dei um giro pelo mundo com minha esposa.

Fui convidado, na volta ao Brasil - pela Companhia Serrador, do Julio e do Florentino Llorente -, para levar, no cine Picolino da Rua Augusta, uma programação de perfil similar àquela que fazia no Coral. Isto porque o Picolino, naquele momento, estava se ressentindo de falta de público. A Cia. Serrador pretendia diferenciar a programação do Picolino e, com a colaboração do Rudá de Andrade, começamos a trabalhar.

A programação era feita a partir dos títulos disponíveis nas carteiras das distribuidoras. Porém, com início da participação da SAC - Sociedade Amigos da Cinemateca - que agia como um conselho informal de orientação e onde as figuras de Paulo Emilio Salles Gomes e Rudá de Andrade foram determinantes -, fomos ficando mais ambiciosos.

O Picolino se transformou no maior sucesso de público na Rua Augusta. A Metro Goldwyn Mayer impôs à Cia. Serrador, quando da renovação do contrato de distribuição de seus filmes, que o Picolino fosse incluído na programação. Quer dizer, uma vez valorizado o Picolino, a Metro o exigiu e a Serrador teve que ceder. Houve uma discussão pesada e minha resposta foi seca e negativa. Para contemporizar com a situação, o Florentino me prometeu ceder em 24 horas um outro cinema e, ciente dos resultados positivos anteriores, propôs o antigo cine Trianon, que se transformou no Belas Artes.

Anúncio de inauguração - 05/08/1955
Anúncio de inauguração - 06/08/1955

Nova fase do cinema com programação de filmes de Dante Ancona Lopez
2016
2016
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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.